O primeiro número que importa: a carga térmica
Antes de qualquer cotação de equipamento fazer sentido, é preciso calcular a carga térmica do ambiente — a quantidade de calor que o sistema precisa remover para manter a temperatura desejada. Esse cálculo leva em conta:
- Área e volume do ambiente — metragem quadrada e pé-direito.
- Número de ocupantes — pessoas geram calor, e um escritório lotado tem carga térmica diferente do mesmo espaço vazio.
- Ganhos térmicos de equipamentos e iluminação — servidores, impressoras, monitores e luminárias adicionam calor ao ambiente.
- Orientação solar e tipo de fechamento — fachada de vidro voltada para o sol da tarde exige mais capacidade do que uma parede sombreada.
- Taxa de infiltração de ar externo e isolamento térmico da edificação.
Para prédios comerciais e industriais, onde a precisão importa mais do que numa residência, o cálculo é feito aplicando equações específicas para cada fonte de ganho térmico — não uma estimativa genérica de "BTU por metro quadrado" aplicada sem considerar o resto. É esse número, em BTU/h ou TR (toneladas de refrigeração), que determina a capacidade do sistema necessário — e, a partir dela, o resto do orçamento começa a se desenhar.
Os grandes blocos que compõem o orçamento
Equipamento
O custo do equipamento em si escala com a capacidade térmica necessária: aparelhos de maior potência não são só mais caros por unidade, eles também exigem tubulações de cobre com diâmetros maiores, o que aumenta o custo de material de forma direta. A marca e a linha (residencial, comercial, industrial) também mudam o preço — a MBM trabalha com LG, Daikin, Midea, Samsung, TCL, Fujitsu, Carrier e Hitachi, com credenciamento Fujitsu para a linha completa.
Mão de obra
Instalação de sistema empresarial não é o mesmo trabalho que instalar um split doméstico — envolve dimensionamento técnico, muitas vezes trabalho em altura ou em espaço confinado (o que exige equipe habilitada em normas como NR-33 e NR-35), e coordenação com outras equipes do prédio. Esse tempo e essa qualificação entram no orçamento como mão de obra especializada, não como instalação genérica.
Gás refrigerante
A carga de gás refrigerante necessária varia com a capacidade do sistema e, principalmente, com o comprimento da linha de tubulação entre unidade interna e externa — cada metro adicional de distância aumenta tanto o material (tubulação de cobre e isolamento térmico) quanto a quantidade de gás refrigerante necessária para o sistema operar dentro da especificação do fabricante.
Infraestrutura elétrica e civil
Nem todo imóvel tem disjuntor exclusivo ou fiação já adequada para a carga elétrica de um sistema comercial de maior porte. Quando essa adequação elétrica é necessária, ela entra como item adicional do orçamento — assim como intervenções civis: perfuração de vigas, necessidade de andaimes para acesso, ou reforço de alvenaria para suportar o peso de condensadoras maiores.
O tipo de sistema muda a estrutura inteira do orçamento
Um split simples atende um ambiente único e tem o orçamento mais direto dos quatro. Um multi-split interliga até cerca de 8 unidades internas a uma única condensadora, e já exige mais planejamento de distribuição. Sistemas VRF e chiller, voltados a prédios de médio a grande porte, envolvem dimensionamento de carga térmica por zona, projeto de rede de tubulação mais extensa e, frequentemente, adequação elétrica dedicada — o orçamento desses sistemas não é uma versão "maior" do orçamento de um split, é uma estrutura de custo diferente, com projeto técnico próprio.
Manutenção e PMOC também são parte do custo real, não um extra
Um erro comum de planejamento é orçar só a instalação e esquecer que o custo real de ter climatização numa empresa inclui a manutenção recorrente — e, quando aplicável, o PMOC exigido pela Lei 13.589/2018. Um sistema mal mantido perde eficiência energética progressivamente, o que significa gastar mais em energia pelo mesmo desempenho, além do risco de falhas que custam mais para reparar depois do que custaria prevenir. Ao avaliar propostas, faz sentido perguntar não só "quanto custa instalar", mas "quanto custa manter esse sistema funcionando bem pelos próximos anos".
Como funciona o processo de orçamento na MBM
A MBM Ar Condicionado atua há 28 anos em climatização empresarial em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul, atendendo empresas, clínicas, escritórios, indústrias, instituições de ensino e varejo. O processo começa com uma visita técnica gratuita, em que a equipe levanta a carga térmica real do ambiente, avalia a infraestrutura elétrica e civil existente, e identifica o tipo de sistema mais adequado ao caso — split, multi-split, VRF ou chiller. A partir dessa visita, a proposta técnica sai em até 1 dia útil, já com o dimensionamento específico daquele prédio, não uma estimativa genérica.
Esse formato existe justamente porque, como este artigo tentou deixar claro, não existe uma resposta única para "quanto custa" — existe um levantamento técnico correto, feito uma vez, que evita tanto o orçamento subdimensionado (que vai gerar retrabalho e reclamação de conforto térmico) quanto o superdimensionado (que custa mais do que o prédio realmente precisa).